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Mulher finalmente passa no teste prático de direção após 27 anos de tentativa

A paciência é uma grande virtude de um ser humano, pois desistir logo nas primeiras dificuldades não deve ser uma opção. Se você tem uma meta, precisa trabalhar para alcançá-la e não esperar que as coisas mudem milagrosamente.

Esta mulher de Dublin é talvez um exemplo incrível de perseverança: ela tinha um objetivo e, apesar das dificuldades, continuou a não desistiu.

Muitas pessoas dizem que o teste mais difícil para tirar uma carteira de motorista é o teste teórico: as perguntas costumam ser difíceis ou enganosas, há muitas regras a aprender e é preciso ter cuidado com as regras que podem mudar.

O limite de erros permitidos é muito baixo e você deve estar muito preparado. Em comparação, para alguns o teste prático de direção é muito mais fácil: trata-se de aprender as regras e dirigir como se você tivesse seu instrutor ao seu lado.

Mas, para Catherine Ward, o teste prático nunca foi fácil. Há 27 anos ela tenta obter a carteira de motorista, sem sucesso.

Ela estudou e passou nos testes práticos de direção, mas nunca passou neles. Ela tinha um instrutor que lhe ensinou tudo o que ela precisava saber e com quem ela praticou na estrada, mas nenhuma das tentativas teve sucesso.

Como é possível que a mulher, depois de erros repetidos, continue a ser reprovada neste exame fatídico?

A mulher admite que sempre fracassou por causa de sua inércia e falta de atenção: por exemplo, não checava os retrovisores ao sair de uma rotatória.

Depois de tentar por 27 anos e dirigir com uma licença provisória, essa mulher finalmente conseguiu sua carteira e agora é uma inspiração para outros motoristas novatos.

Em entrevista ao REDFM de Cork, Catherine disse que passar no teste prático de direção foi a melhor sensação do mundo e creditou seu sucesso a uma mudança de mentalidade.

“Cada vez que eu saía no teste era como se eu estivesse cheia de medo, eu era muito negativa, desta vez eu fui muito positiva”.

Ela ainda afirmou na entrevista a rádio que se sente agora aliviada graças a sua motivação inspiradora:

“Não pude acreditar, estava na lua. Estava quase começando a desistir. Tive quatro ou cinco aulas de cada vez antes de fazer o exame, desta vez também. Mas desta vez saí com o sentindo que iria conseguir. Eu tinha em mente que este ano iria tirar minha licença” declarou a irlandesa.

 

Escrito por Paulo Freitas

Jornalista sempre em busca da informação, movido pelo universo curioso e antenado em temas de saúde.