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“Parasita” ganha principal prêmio do Oscar, veja lista completa de vencedores

É a primeira vez que um filme de língua não-inglesa é coroado com o grande reconhecimento da premiação do cinema mundial.

O filme sul-coreano “Parasita” ganhou o prêmio de melhor filme na premiação do Oscar, realizada na noite deste domingo (9), no Dolby Theatre, em Los Angeles.

Bong Joon-Ho, diretor do longa, foi nomeado melhor diretor e além disso, “Parasita” também ganhou os prêmios de melhor roteiro original e melhor filme estrangeiro.

Nas categorias de interpretações, os grandes favoritos foram Joaquin Phoenix (“Coringa”) e Rene Zellweger (“Judy: Muito Além do Arco-Íris’), que ganharam os prêmios de melhor ator e melhor atriz respectivamente, enquanto nas seções de melhor atriz e melhor ator coadjuvante, levaram a estatueta, Laura Dern (“História de um casamento”) e Brad Pitt (“Era uma vez … em Hollywood”).

Rene Zellweger, que conquistou o segundo Oscar de sua carreira, dedicou o prêmio à atriz norte-americana Judy Garland, falecida em 1969, a quem ela interpreta no filme.

“Você não recebeu essa honra, mas tenho certeza de que tudo isso é uma continuação do seu legado. Sua generosidade de espírito transcende qualquer conquista artística. Isso é para você, senhorita Garland”, proclamou Zellweger na premiação.

Ao receber o seu primeiro Oscar após quatro indicações, Joaquin Phoenix voltou a falar sobre a necessidade de mudança e a urgência de aumentar a conscientização da sociedade para “parar de olhar para o nosso umbigo” e completou seu discurso com uma lembrança para seu irmão, River, que morreu muito jovem.

“Quando eu tinha 17 anos, meu irmão escreveu o seguinte: ‘Corra para o resgate e a paz virá mais tarde’”.

O drama de guerra “1917”, que foi apontado como o grande favorito do Oscar, teve que se contentar com três estatuetas: melhor fotografia, melhores efeitos especiais e melhor mixagem de som.

Atrás de “Parasita” e “1917” estavam “Coringa”, “Era uma vez … em Hollywood” e “Le Mans 66: O Duelo”, todos com dois prêmios faturados.

Gala cheia de musicais

A gala da 92ª edição do Oscar não teve muitos discursos memoráveis, e os momentos mais emocionantes foram apresentados por músicos, como Billie Eilish, que cantou “Yesterday”, canção memorável dos Beatles, lembrando os cineastas e personalidades mortas no ano, incluindo o jogador de basquete Kobe Bryant , vencedor do prêmio de melhor curta-metragem de animação em 2018 e Kirk Douglas .

Além disso, 18 anos depois de ganhar o Oscar de melhor música original em 2002, o rapper Eminem subiu ao palco para apresentar “Lose yourself”, do filme “8 miles”.

Estrelas como Janelle Monáe, Elton John, Cynthia Erivo e Idina Menzel também se apresentaram na premiação.

Confira lista completa de vencedores do Oscar:

Melhor filme: “Parasita“, de Bong Joon-ho.

Melhor atriz: Renée Zellweger (“Judy”).

Melhor ator: Joaquin Phoenix (“Coringa”).

Melhor Atriz Coadjuvante: Laura Dern (“História de um casamento”).

Melhor Ator Coadjuvante: Brad Pitt (“Era Uma Vez … em Hollywood”).

Melhor direção: Bong Joon-ho (“Parasitas”).

Melhor Roteiro Original: “Parasita” (Bong Joon Ho e Han Jin Won).

Melhor roteiro adaptado: “Jojo Rabbit” (Taika Waititi).

Melhor filme de animação: “Toy Story 4“, de Josh Cooley.

Melhor filme internacional: “Parasita“, de Bong Joon-ho (Coréia do Sul).

Melhor edição: “Le Mans ’66” (Michael McCusker e Andrew Buckland).

Melhor fotografia: “1917” (Roger Deakins).

Melhor figurino: “Adoráveis Mulheres” (Jacqueline Durran).

Melhor maquiagem e cabeleireiro: “Bombshell: O Escândalo” (Kazu Hiro, Anne Morgan, Vivian Baker).

Melhor trilha sonora: “Coringa” (Hildur Guðnadóttir).

Melhor música original: “(I’m going) Love Me Again“, de Elton John e Bernie Taupin (“Rocketman”).

Melhor design de produção: “Era uma vez … em Hollywood” (Barbara Ling e Nancy Haigh).

Melhor mix de som: “1917” (Mark Taylor e Stuart Wilson).

Melhor edição sonora: “Le Mans 66: O Duelo” (Donald Sylvester).

Melhores efeitos visuais: “1917” (Robert Legato, Adam Valdez, Andrew R. Jones e Elliot Newman).

Melhor documentário: “American Factory“, de Steven Bognar e Julia Reichert.

Melhor curta-metragem de documentário: “Aprendendo a andar de skate em uma zona de guerra (se você é uma garota)“.

Melhor curta de animação: “Hair Love“.

Melhor curta-metragem de ação real: “A Janela dos Vizinhos“.